regresso de uma casa velha.
triste,
vazia de pessoas cheias,
cheia de pessoas vazias ,pela alma envelhecida,
os rostos cansados do campo,
a pele cansada do sol,
os olhos azuis perdidos, frágeis, meigos, pedintes.
pessoas abandonadas, sem dia , sem noite.
mãos que não alcanço, abraços que não quero,
beijos desconhecidos.
regesso de uma casa velha.
regresso a uma casa mais branca, com mais mar.
o regresso rápido a uma casa que foge,
que corre na direcção do vazio, mesmo e único de sempre.
mas ao fundo há um céu com nuvens más, que me reconfortam por serem mais fortes que eu.
Agosto de 2008
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