segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O que te digo

O que eu quero é ir à praia contigo de mãos dadas e cair nas ruas de barcelona com a alegria de te ver e termos um futuro, um não importa qual, um pequeno futuro qualquer que seja, e que me abandones de vez em quando que me magoes para que eu chore e para isso não precisas de fazer nada eu é que faço tudo quando a minha cabeça pedir sofrimentos dramáticos e exagerados , porque os precisa para sobreviver, e depois vem a plenitude de amor a bater nos dentes e a conseguir agarrar sol e vento e correr sem dores para ti saltar abraçar-te atirar-te ao chão doer-te a cabeça quereres morrer de me veres e seres feliz comigo e viver um pouco mais para me conheceres nos outros dias que ainda não conheceste e volto a mim no medo de não viver os que não vou viver depois de morrer e depois afastas-te outra vez e eu encontro um pouco de vida sem ti e até consigo viver e assusta-me o quanto consigo viver mas não esqueço que tu é que me mostras as coisas mais bonitas num amor para lá de alguma coisa num amor que também cresce nas palavras e o que nunca te disse é que não podia ser mais feliz do que posso ser contigo e que tu és a pessoa que melhor me recebe que tens os olhos mais abertos e mais me esperas na terra molhada e que é a ti que sei que posso dar tudo e que é a ti que dou tudo e esperarei

e que tenho o maior prazer em desfalecer nos teus braços, compreendes? És tu, és tu que amaria se fosse criança, e não há a boa razão , és tu na minha racionalidade e nos meus poros e nas minhas veias e nos meus olhos quando te vêem e nos meus ouvidos quando te ouvem e no meu eu no teu tu. e agora? e depois?

É o que te digo e espero que chores. E desculpa.

Março de 2008

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